Gatos e PIF (parte 2)

Na primeira parte desta entrevista, Dra Cristiane Vega, ultrassonografista do CRV Imagem e especialista em felinos, detalhou as contribuições do exame sonográfico para o diagnóstico daPeritonite Infecciosa Felina, os sinais aos quais os clínicos devem ficar atentos e as raças de gatos mais predispostas a desenvolver a PIF.

Nesta segunda e final parte, Dra Cristiane aborda os métodos tidos como padrão ouro para diagnóstico da PIF e o papel da citologia guiada por ultrassom no direcionamento clínico.

 

Qual seria o melhor método para diagnosticar a PIF?

O diagnóstico da PIF constitui um desafio, especialmente para a forma seca. Alguns testes podem ser empregados como testes de suporte (e não definitivo), dentre eles o de Rivalta.

O diagnóstico definitivo vem através da histopatologia de fragmento de biópsia, amostra de necropsia de piogranulomas ou ainda por imunohistoquímica positiva de macrófagos lesionais (Padrão ouro para diagnóstico de PIF) .

A obtenção de biópsia de pacientes com PIF pode ser difícil ou impossível. Nestes, casos o diagnóstico ante mortem se baseia frequentemente no histórico, sintomatologia, exames complementares e exclusão de outras doenças.

 
Em que casos podemos utilizar a citologia guiada por ultrassom?

Nos pacientes com linfonodomegalia mesentérica ou formações intestinais significativas com perda de estratificação de camadas e aspecto de massa, sempre com direcionamento ultrassonográfico informando se o acesso para coleta do material é viável ou não. A citologia pode contribuir com informação diagnóstica de direcionamento importante, principalmente na exclusão de outras doenças (linfomas entre outros), mas não irá fornecer diagnóstico definitivo para PIF.


Por que os clínicos devem solicitar então a ultrassonografia?


A PIF é uma doença fatal em gatos, e isso traz uma carga emocional para os donos e clínicos. A ultrassonografia contribui no direcionamento clínico, como auxílio diagnóstico e ferramenta de acompanhamento evolutivo da doença, sempre visando o conforto do paciente e de seu dono.

 

Relacionado: Gatos e PIF (parte 1).

 

 

 

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