Meu Pet Precisa Fazer um RX de Tórax. E agora?

“Posso ficar na sala enquanto o exame é feito?”, “quanto tempo dura?”, “meu cachorro é agressivo, tem algum problema?”. Essas são algumas das perguntas mais recorrentes dos clientes do CRV Imagem e, certamente, já devem ter passado pelo sua cabeça também. Dr Rômulo Braga e Dra Roberta Ferraz, da equipe de Radiologia do CRV Imagem, vivem a sala de exame todos os dias e contam o antes, o durante e o depois de um exame de RX de Tórax. Confira!

 

Exame de Tórax é como Check-up

Tanto na Medicina Humana quanto na Veterinária, o exame de tórax funciona como check-up, uma avaliação rotineira para diagnosticar doenças cujos sinais clínicos ainda não se manifestaram.

A região torácica compreende inúmeras estruturas, então, fotografar o tórax é o mesmo que checar o funcionamento de pulmão, mediastino, traqueia, vasos e até o coração.

Animais idosos, por exemplo, que costumam apresentar alta frequência de alterações cardíacas, encontram no exame radiográfico um check-up eficaz e de baixo custo, capaz de identificar esse tipo de alteração.

 

Início: Pedido Veterinário

O exame de tórax começa antes de chegar ao CRV. Tudo tem início na consulta com o veterinário de sua preferência, que preenche o pedido de exame.

Pneumonia e cardiopatias são algumas das suspeitas que levam os veterinários a solicitar um RX de Tórax, acompanhadas de colapso ou estenose de traqueia, ingestão de corpo estranho, pesquisa de metástase, traumas, pneumotórax, efusão pleural ou pericárdica, broncopatias, megaesôfago, dentre outras.

 

Durante o Exame: Posicionamento e Projeções

É o pedido médico e a suspeita clínica levantada pelo veterinário que direcionam o RX de Tórax. Cada suspeita — pneumonia, cardiopatia — pede posicionamento, técnica e projeções específicos.

A suspeita clínica aponta para a área a ser radiografada. Uma possível alteração pulmonar, como o nome já adianta, deve ser investigada a partir de imagens da região do pulmão (tórax).

O posicionamento diz respeito ao modo como o animal será disposto na mesa de exame a fim de que o radiologista consiga a melhor projeção da região investigada.

 

 

Durante o Exame: Emocional do Paciente

A condição clínica e o temperamento do paciente são dois fatores que determinam o modo como o exame será conduzido, bem como a sua duração. 

Quando um paciente com dificuldade respiratória, por exemplo, apresentando grande quantidade de líquido pleural (dentro do tórax) está na sala de exame, os radiologistas fazem as projeções menos prejudiciais à respiração animal e procuram ser ainda mais rápidos, de modo a não acometer ainda mais as trocas gasosas (respiração) e condição clínica do paciente.


Um animal agitado ou de temperamento agressivo requer cuidados especiais de contenção; em alguns (poucos) casos, há necessidade de anestesia.

 

Durante o Exame: Clima Calmo

Exames médicos são situações que fogem ao cotidiano e, por isso mesmo, são suscetíveis a causar algum desconforto emocional no animal. Aqui no CRV, é o paciente quem dita o ritmo do procedimento. “É imprescindível respeitar o tempo e o temperamento do animal. Tudo é feito com muita calma a fim de causar o mínimo de estresse. O paciente tem de se sentir seguro”, diz Dra Roberta Ferraz, radiologista da equipe de RX e US.

Um paciente calmo possibilita que o exame seja feito com rapidez. E, quando se trata de RX, o tempo é ingrediente fundamental tanto para o bem-estar do paciente quanto para a qualidade das imagens.

 

 

O proprietário pode ficar na sala de exame?

Sim. Muitos animais se sentem mais seguros quando o proprietário está por perto; outros, pelo contrário, ficam agitados. Portanto, a decisão de quem vai conter o animal na mesa de exame — seja o radiologista, o auxiliar ou o tutor — é tomada no momento do exame.

O proprietário também participa do exame fornecendo aos radiologistas informações adicionais sobre o estado do seu animal. Se assim o quiserem, eles também podem acompanhar todo o exame de dentro da sala, protegidos atrás do biombo.

 

Anestesia: sim ou não?

Na grande maioria das vezes, não! No entanto, é recomendada a anestesia em animais muito agressivos ou quando se tem de avaliar determinadas regiões como dentes, bulas timpânicas ou seios frontais do crânio. Nos EUA e Reino Unido, países que seguem na liderança da veterinária, a anestesia é aplicada nos exames de RX.

 

 

Equipamento

Um bom exame de RX não depende só do olhar técnico do radiologista. Outro ingrediente fundamental é o equipamento, e nesse quesito, os aparelhos de alta potência — como os do CRV — saem na frente ao oferecer melhor qualidade de imagem. “A gente não pode pedir para o paciente inspirar e expirar no momento certo. Então, parte do trabalho é feita pelo equipamento, que precisa bater uma projeção em milésimos de segundo”, explica Dr Rômulo Braga, radiologista do CRV Imagem.

Equipamentos de baixa potência são lentos e produzem imagens borradas.

 

Duração do Exame

Animais calmos e radiografias de regiões como tórax costumam levar cerca de 15 minutos.

Já pacientes agressivos, agitados, tensos ou exame de várias regiões demandam um pouco mais.

 

Quantas projeções são batidas?

O CRV foi pioneiro ao estabelecer a “política de projeções ilimitadas”. Ou seja, a regra por aqui sempre foi bater quantas projeções forem necessárias ao melhor diagnóstico, sem qualquer custo adicional. O laudo de um RX de Tórax, por exemplo, seguirá com pelo menos 4 radiografias.

 

Resultado: em quanto tempo sai?

Em média, no mesmo dia do exame. A revelação e edição das imagens radiográficas e o laudo são elaborados logo após o exame e enviados por email ao veterinário solicitante.

 

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