Displasia Coxofemoral e Raios-x

O exame de raios-x é o indicado para detectar a displasia coxofemoral, doença que acomete principalmente raças de cães de grande porte ou de rápido crescimento. O exame é um dos poucos que pode ser solicitado pelos proprietários sem a solicitação médica.

 

Essencial para Criadores

Hereditária, a única forma de interromper a transmissão da displasia coxofemoral é evitar o cruzamento dos animais afetados, o que torna a identificação da afecção fundamental para os profissionais que criam cães com fins de reprodução.

 

Coordenador do setor de Radiologia do CRV Imagem, Dr Rômulo Braga lembra que radiografar todo o plantel e selecionar os melhores animais não é o suficiente. “Os criadores devem também acompanhar os filhos, netos e todos os cães descendentes para avaliar se houve expressão da doença que, embora não tenha se manifestado nos pais, fazia parte da sua bagagem genética”.

 

Diagnóstico Precoce, Próteses e Expectativa de Vida

Não só criadores de cães devem ficar atentos aos sintomas da doença: andar anormal, oscilante, dor e resistência à prática de exercícios que, com o tempo, evoluem para a incapacidade de locomoção.

 

Proprietários das raças predispostas à displasia coxofemoral (Rottweiler, Pastor Alemão, Golden Retriever, Buldogue, Pit Bull, Fila Brasileiro, para citar algumas) devem fazer o exame de raios-x preventivo com o animal ainda filhote.

 

“Quando a doença é cedo detectada, ambiente, alimentação e exercícios podem ser modificados. Em alguns casos, sobretudo em filhotes, até cirurgias corretivas podem ser consideradas”, diz Dr Rômulo Braga, acrescentando que as próteses de substituição das articulações do quadril já são realidade no Brasil, e em especial no Rio de Janeiro, para os cães mais velhos.


E ele pede: “pense no futuro do seu cão e marque um exame de raios-x”.

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