CRV entrevista Dra Cristiane Vega

Especialista em felinos e há doze anos trabalhando com ultrassonografia, Dra Cristiane Vega não cansa de aprender. “O conhecimento clínico e comportamental sobre cada espécie é tão importante que as especializações deixaram de ser um desejo; elas são hoje uma necessidade”. Confira a entrevista para conhecer melhor a ultrassonografista da unidade Copacabana do CRV Imagem.

 

Oi, Dra Cristiane Vega, há quanto você é veterinária e que cargo ocupa no CRV Imagem?

Sou veterinária há 12 anos e trabalho com #ultrassonografia desde que me formei. Estou há cinco anos no CRV, no setor de ultrassonografia, e você me encontra na unidade de Copacabana.

 

Amo Medicina Veterinária porque…

Porque existe um grande carinho compartilhado entre o veterinário e o proprietário do paciente, e isso torna o trabalho gratificante e apaixonante.

 

Quando os médicos devem optar pela ultrassonografia?

A ultra deve ser solicitada sempre que houver suspeita de alguma patologia não determinada, check-ups, pré operatórios ou ainda para acompanhamento evolutivo de doenças já diagnosticadas. É uma excelente ferramenta diagnóstica de triagem, não invasiva e de custo bem acessível. Ela também auxilia na definição de exames complementares, inclusive os mais avançados.

 

Existem diferenças entre os exames de cães e gatos?

Sim e não são poucas. As diferenças se aplicam na abordagem inicial, contenção e principalmente no conhecimento clínico da espécie. Felinos possuem doenças infecciosas que não encontramos nos cães, e vice-versa. O conhecimento clínico e comportamental é tão importante para o exame sonográfico de qualidade, que tem levado médicos imaginologistas como eu a se especializar dentro da própria área de imagem. A especialização deixou de ser um desejo para se tornar uma necessidade.

 

Na sua rotina ultrassonográfica, quais os achados mais comuns em gatos jovens, adultos e idosos?

Em gatos jovens, vemos muito doenças infecciosas como FIV, FELV e PIF. O exame sonográfico, nesses casos, consegue apontar os primeiros sinais para direcionar o clínico.

Em gatos adultos, a contribuição da ultrassonografia é mais abrangente. Através do exame, conseguimos identificar desde corpos estranhos obstrutivos até infecções de trato urinário inferior.

Em gatos idosos, a atenção se volta a doenças renais crônicas, endócrinas, intestinais e aos quadros neoplásicos.

 

Existe espaço para ultrassonografia de animais silvestres? Que animais você costuma atender na rotina?

O mercado de silvestres cresceu e, hoje, é uma realidade. A ultrassonografia vem contribuindo muito para fechamento de diagnóstico e conduta de tratamento. A parceria com o exame radiográfico e um radiologista experiente em silvestre é essencial.

No CRV Imagem, os animais exóticos que passam pela ultrassonografia são bem variados, de roedores, coelhos, pogonas, serpentes até as aves. As peculiaridades anatômicas, comportamentais e patologias de cada espécie são muitas e requerem constante aprendizado. É desafiador e estimulante.

 

O que os médicos pedem pouco a você e deveriam pedir mais?

Os exames de check-up são de grande valia para os pacientes e ainda muito pouco solicitados. Por exemplo, as alterações renais crônicas estruturais nos felinos muitas vezes já são apontadas na ultrassonografia antes mesmo de o paciente apresentar sintomatologia clínica. O diagnóstico precoce também pode se aplicar aos pacientes oncológicos. Algumas neoplasias são diagnosticadas pelo exame antes mesmo da sintomatologia.

 

Qual o caso / paciente mais te desafiou e por quê?

Ao longo deste 12 anos de ultrassom, encontrei muitos casos desafiadores. O meu último desafio foi com uma gatinha adotada pela minha filha. Apesar de magrinha e comer pouco, Belinha tinha os exames de sangue excelentes. Antes da castração, resolvi fazer um ultrassom de check-up e tive uma surpresa: Belinha tinha PIF seca. Mais uma vez, o chek-up ajudou muito a prolongar o tempo que ela pôde estar conosco.

 

O que tem no CRV Imagem que as pessoas ainda não sabem?

Radiologistas e colaboradores que amam o que fazem, que estão em aperfeiçoamento constante. Pra nós, os clínicos veterinários não são somente clientes; eles são parceiros com quem trabalhamos em conjunto em prol de um bem maior: a saúde dos pacientes.

 

Algum pet em casa? Quantos?

Tenho um gato recém-adotado chamado Zen. Ele tem um ano e meio e entrou pra familia no início deste ano de 2015.

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